Unicentro abre nesta segunda as inscrições para o PAC

A Unicentro abre, nesta segunda-feira (03), as inscrições para o Programa de Avaliação Continuada (PAC). Como explicou a coordenadora de Processos Seletivos da Unicentro, Maria Aparecida Mores, o PAC existe desde 2009 e é uma forma de ingresso nos cursos de graduação da universidade que, diferente do tradicional vestibular, é realizada de forma seriada. Para participar do processo, o estudante precisa estar regularmente matriculado no Ensino Médio.

“O candidato”, detalhou Maria, “realiza as provas do PAC de acordo com a série que está cursando e, ao final da terceira etapa, é feita a média pela soma das suas notas e a classificação final. As provas são compostas por 50 questões objetivas e uma redação, e as disciplinas são as que compõem cada série do Ensino Médio”.

A divisão dos conteúdos cobrados em cada etapa do processo seletivo tem agradado aos candidatos, que veem no PAC, uma oportunidade de garantir seu lugar em um dos cursos da universidade. Ágata Barreto, por exemplo, é estudante do primeiro ano do Ensino Médio e vai participar do Processo de PAC pela primeira vez.

O incentivo para se inscrever veio do próprio colégio onde está matriculada. “A escola tem incentivado os alunos, primeiramente, contando e mostrando o quê é o PAC e ajudando nos estudos com cronogramas e grupos de estudo”, relatou a estudante.

Felipe Caldas, diretor auxiliar do colégio onde Ágata estuda, conta como foi o incentivo para que os estudantes se interessassem em participar do PAC. “Explicando, apresentando como é esse método de entrada na universidade, essa avaliação que é continuada, e o quanto isso pode trazer de benefício para eles enquanto acadêmicos”.

Enquanto Ágata vai participar do processo pela primeira vez, o estudante Gabriel Pereira Fernandes, encerra o ciclo avaliativo do PAC na edição deste ano. Para ele, a experiência de participar do programa tem sido positiva.

“Eu acho que, por estar estudando as coisas junto na escola, fica até um pouco mais fácil, dependendo das matérias. Acho que, por ser divido ao longo de três anos ajuda muito na hora de fazer a prova”, disse Gabriel.

Todos os anos, a Unicentro reserva 10% das vagas ofertadas em seus cursos de graduação para entrada pelo PAC. A definição do curso é feita pelo candidato apenas na última etapa do processo avaliativo. Pensando no mercado de trabalho, Gabriel já elegeu uma carreira para seguir. “Eu vou fazer Ciência da Computação. É um curso que me chama a atenção porque é uma área que sempre precisa de muita gente nova e que sabe fazer as coisas no computador”.

As inscrições para o PAC podem ser realizadas até o dia 02 de agosto, pela página do programa, no site da Unicentro. O valor da inscrição para o PAC 1, para estudantes do primeiro ano do Ensino Médio, é de 85 reais. Já a taxa do PAC 2, para quem está no segundo ano, é 80 reais; e 75 reais é valor para o PAC 3, para quem está no terceirão. As provas serão realizadas no dia 17 de setembro.

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Programa do Estado vai financiar até R$ 2 bilhões para o agronegócio

Fundo oferecerá crédito atrativo para produtores rurais vinculados às cooperativas paranaenses e empresas integradoras

O governador Ratinho Junior lançou, nesta quinta-feira (03), na B3 em São Paulo, um projeto inédito no Brasil para o financiamento do agronegócio. O Fundo de Investimento em Direitos Creditórios nas Cadeias Produtivas do Agro (FIDC Agro Paraná) é o primeiro instrumento de crédito voltado ao agronegócio criado por um Estado e deverá alavancar aproximadamente R$ 2 bilhões para financiar a expansão das atividades de produtores agrícolas vinculados a cooperativas e empresas integradoras nos 399 municípios paranaenses.

O FIDC Agro Paraná funcionará como uma espécie de ‘guarda-chuva’, sob o qual as cooperativas instaladas no Estado e empresas integradoras poderão participar, por meio da criação de outros fundos vinculados, e oferecer condições facilitadas de financiamento aos cooperados e integrados para a compra de máquinas, equipamentos, sistemas de irrigação e logística.

O Governo do Estado entrou inicialmente com um aporte de R$ 150 milhões por meio da Fomento Paraná, instituição financeira responsável pela formatação do fundo, que já dispõe de outros R$ 200 milhões para alavancar fundos da mesma natureza.

A iniciativa foi desenvolvida para oferecer uma alternativa de financiamento ao Plano Safra e de outros recursos destinados ao crédito rural, que têm se mostrado insuficientes para atender a toda a demanda nacional e no próprio Estado. Diferentemente do programa federal, cuja maior parte dos recursos são usados para custeio e comercialização da produção, o FIDC Agro Paraná será focado na oferta de crédito para melhorias e ampliação das atividades agrícolas.

Segundo o governador, a criação do fundo busca aproveitar dois dos principais potenciais econômicos do Paraná, que são a força da agroindústria e o modelo produtivo cooperativista.

“Com a ampliação da oferta de crédito, queremos estimular os investimentos em áreas que são a vocação do Paraná, tanto é que já temos quatro cooperativas que estão preparando os seus fundos, além da sinalização de outros segmentos do setor que já demonstraram interesse em aderir”, afirmou.

Ratinho Junior também esclareceu que os aportes do Governo do Estado por meio da Fomento Paraná buscam equalizar os juros dos futuros financiamentos, e que toda a gestão do fundo será privada.

“Quem definirá os investimentos que serão feitos será o setor produtivo. O que o Estado definiu foram algumas regras para incentivar a cadeia econômica, como a preferência pela aquisição de produtos feitos no Paraná”, acrescentou.

A expectativa é de que, conforme a iniciativa avance com a atração de mais investidores, o Executivo Estadual possa fazer novos aportes para multiplicar os investimentos em todas as regiões produtivas do Paraná.

“O Governo do Estado dispõe no total de R$ 2 bilhões, o que pelos nossos cálculos podem gerar uma alavancagem de até R$ 14 bilhões em investimentos totais para o agronegócio na medida em que o projeto se consolide”, concluiu o governador.

Gestão Financeira – Além de ser a principal cotista nesta etapa do processo, a Fomento Paraná atuará como o braço do Estado na definição das políticas de aplicação de recursos do fundo. A participação dela é limitada a 20% dos recursos totais aplicados, sendo o restante oriundo da iniciativa privada e de outros investidores qualificados, incluindo as próprias cooperativas.

A gestão do FIDC Agro Paraná será feita pela Suno Asset, escolhida por meio de chamada pública da Fomento Paraná. Pertencente ao Grupo Suno, a gestora possui mais de R$ 1,5 bilhão sob sua gestão, sendo mais de R$ 500 milhões investidos no agronegócio, e trabalhará para atrair mais investidores privados ao novo fundo.

“O Paraná é o primeiro Estado a ter um instrumento de crédito deste tipo, em um arranjo que também envolve as cooperativas e empresas integradoras paranaenses e uma empresa gestora, que buscarão no mercado outros investidores para alavancar o negócio”, destacou o presidente da Fomento Paraná, Claudio Stabile.

O foco inicial será nas cooperativas e empresas integradoras paranaenses, que possuem uma estrutura financeira e administrativa mais robusta, e a partir da consolidação do Fundo, diversas outras cooperativas e integradoras poderão ser atendidas.

O acesso aos recursos pelos produtores rurais cooperados e integrados será definido em uma segunda etapa e os critérios seguirão o regramento definido pela Fomento Paraná e pela Suno Asset.

“É mais uma vertente de crédito que se abre para o agronegócio paraense com uma taxa de juros e formas de amortização muito atrativas, em que as cooperativas e integradoras também poderão ganhar como investidoras do próprio fundo”, pontuou o presidente da Fomento Paraná.

Além dos investimentos serem feitos exclusivamente no Paraná via cooperativas e integradoras, o regulamento do fundo também prevê que os produtos e serviços a serem financiadas com recursos do fundo sejam prioritariamente adquiridos de empresas instaladas no Estado.

“A ideia principal é que os implementos, máquinas e equipamentos sejam preferencialmente produzidos no Paraná, criando um ciclo virtuoso de geração de emprego, renda e aumento da arrecadação”, argumentou o presidente da Fomento Paraná.

Vocação – Uma das motivações para a criação do FIDC Agro Paraná foi aproveitar o potencial das cooperativas paranaenses, que segundo o governador são um dos principais ativos econômicos do Estado. Atualmente, há 226 cooperativas atuantes no Paraná, das quais 16 figuram entre as 500 maiores empresas do Brasil e 11 entre as maiores cooperativas agroindustriais do mundo.

Em 2024, as cooperativas paranaenses tiveram um faturamento de R$ 205,7 bilhões, segundo dados do Sistema Ocepar. Com o aumento da produção e o retorno dos investimentos agroindustriais feitos nos últimos anos, a expectativa é que esta movimentação chegue a R$ 300 bilhões até 2026 e a R$ 500 bilhões em 2030.