Energisa Sul-Sudeste é tricampeã do Prêmio ANEEL de Qualidade 2019

A Energisa Sul-Sudeste é tricampeã do Prêmio ANEEL de Qualidade 2019 na categoria Sudeste acima de 400 mil clientes, reconhecida pelos seus clientes como a melhor concessionária de energia da região Sudeste.

O Prêmio ANEEL de Qualidade, antes chamado de Prêmio IASC, é concedido às concessionárias e permissionárias de distribuição de energia elétrica mais bem avaliadas na percepção dos consumidores residenciais – de acordo com a pesquisa anual que afere o Índice ANEEL de Satisfação do Consumidor (IASC). A entrega da premiação ocorreu na tarde desta quarta-feira, 12, na sede da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), em Brasília.

O prêmio reflete o elevado nível de satisfação dos clientes com o serviço prestado pela Energisa Sul-Sudeste. “É motivo de enorme orgulho recebermos esse reconhecimento dos nossos clientes. Eles são a ‘bússola’ que nos guiam no sentido de um trabalho compromissado que resulte na prestação de serviços de qualidade. Ficamos muito agradecidos a todos os nossos clientes por esse voto de confiança e reafirmamos o nosso foco de trabalharmos para entregarmos energia de qualidade, sempre inovando para oferecermos conforto na relação com a empresa”, ressaltou Gabriel Alves Pereira Junior, diretor-presidente da Energisa Sul-Sudeste.

Desde que assumiu a concessão do fornecimento de energia nas 82 cidades atendidas pela empresa nos estados de Minas Gerais, Paraná e São Paulo, a Energisa Sul-Sudeste investiu mais de um bilhão de reais em melhorias e modernização do sistema elétrico, capacitação de colaboradores, internalização de funcionários terceiros, troca da frota e melhorias nas estruturas físicas da empresa, além de outros investimentos que buscam incrementar as condições de trabalho dos colaboradores da empresa.

Em 2020, a distribuidora inaugurará três subestações e novas linhas de transmissão que beneficiarão cidades localizadas nos estados de São Paulo, Minas Gerais e em Guarapuava (PR). Além disso, a empresa promove atividades educativas e patrocina eventos esportivos e culturais: tudo para reforçar a proximidade com os seus clientes e contribuir cada vez mais com o desenvolvimento do estado.

Reconhecimentos consecutivos por diferentes entes do setor elétrico

Em 2019, a Energisa Sul-Sudeste foi a vencedora do Prêmio Abradee, no grupo de distribuidoras com mais de 500 mil consumidores, na categoria Gestão Operacional, que atesta a qualidade dos serviços prestados pela empresa. Na mesma premiação, a distribuidora também recebeu a melhor Avaliação pelo Cliente entre as empresas com mais de 500 mil clientes, após pesquisa de opinião realizada pela Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), dando a empresa o prêmio do Índice de Satisfação da Qualidade Percebida (ISQP).

A pesquisa – A pesquisa foi realizada de forma presencial-domiciliar pela empresa Qualitest – Inteligência em Pesquisa, no período de 22 de julho a 13 de novembro de 2019 e avaliou a percepção do consumidor a respeito da qualidade e do valor percebido, da sua confiança no fornecedor, da fidelidade e da sua satisfação integral. Foram entrevistados 27.308 consumidores residenciais, de 596 municípios atendidos pelas 91 distribuidoras de energia elétrica.

 

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Itaipu faz pesquisa inédita para produção de dourados em tanque-rede

Primeira carga de seis mil peixes foi entregue na terça-feira. Objetivo é proporcionar mais uma opção de renda a pescadores e piscicultores da região

A Itaipu Binacional iniciou uma pesquisa inédita para a produção do peixe da espécie dourado (Salminus brasiliensis) em tanques-rede. A primeira carga com seis mil peixes jovens, com seis meses de idade, chegou na manhã dessa terça-feira (14) à Unidade Demonstrativa e Experimental de Aquicultura em Sistema Bioflocos.

O objetivo da pesquisa é desenvolver a cadeia produtiva dessa espécie e fornecer mais uma opção de renda às comunidades que dependem da pesca ou da aquicultura do reservatório para produção de alimento e faturamento.

Segundo o engenheiro agrônomo André Watanabe, da Divisão de Reservatório, a pesquisa pretende valorizar comercialmente a espécie cuja pesca é proibida no Paraná. “Quando alguém compra um peixe da pesca está extraindo um recurso limitado, havendo risco de extinção. Com a aquicultura, a gente consegue fornecer esse peixe para consumo humano sem impactar o estoque natural”, afirmou Watanabe.

Atualmente, não há produção de dourado em sistemas de tanques-rede no Paraná. Os filhotes que chegaram à Itaipu viajaram 12 horas de caminhão desde Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. Quando chegaram, a primeira medida foi aclimatar a água, igualando a temperatura das caixas de transporte e do tanque onde eles passaram a ficar.

Depois disso, são mais dois meses para os peixes se recuperarem e ganharem peso antes de serem levados aos tanques-rede do reservatório. Os peixes jovens tinham em média 62 gramas quando chegaram à Unidade de Bioflocos; a previsão é que, em um ano, eles passem de um quilo e estejam prontos para serem comercializados. O dourado possui grande valor comercial, possibilitando o atendimento de nichos de mercado com produtos de alto valor agregado.

Watanabe explicou que a Itaipu estuda a construção de tanques-rede maiores, de 500 metros cúbicos – atualmente, são dois modelos de 7 m³ e de 24 m³ – especialmente para a produção do dourado que, por ser uma espécie carnívora e dominante, necessita de mais espaço para se adaptar. “É um peixe que também exige mais cuidado no manejo”, disse ele, mostrando os dedos com algumas marcas de mordida.

Sistema de bioflocos

Na cadeia produtiva do peixe, a fase que vai da larva até o peixe juvenil é a com maior índice de mortalidade, por isso são necessários vários cuidados para que o alevino sobreviva até a fase adulta. Isso acontece em um ambiente fechado e controlado, que utiliza o mínimo possível de água e não polui o meio ambiente: o sistema de bioflocos.

Os bioflocos são aglomerados de bactérias que consomem a amônia produzidas pelos peixes. Como subproduto, é gerado o nitrato que, em um segundo momento, é consumido por plantas aquáticas, em um outro tanque. Assim, a mesma água é reutilizada várias vezes.

A título de comparação, para cada quilo de peixe produzido no sistema de bioflocos, são consumidos em média 500 litros de água. Em um sistema convencional, são utilizados de 18 a 30 mil litros de água que, se não for tratada, contamina rios e lagos.

“O objetivo da Itaipu é estudar formas mais sustentáveis para produzir peixes, que não contaminem o nosso reservatório”, explica o técnico em aquicultura Celso Carlos Buglione, da Divisão de Reservatório da Itaipu, responsável pelas pesquisas sobre os bioflocos feitas em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

O Paraná é o maior produtor de peixes do País, com cerca de 200 mil toneladas de pescado por ano e mais de 70% dessa produção está na bacia onde o reservatório da Itaipu está localizado. As pesquisas buscam criar protocolos de alimentação, controle da qualidade da água, além da validação de custos e viabilidade econômica da produção de peixes nesse sistema.