Alunos de escolas municipais recebem material didático do Estado

Cerca de 390 mil alunos de escolas municipais do Paraná deverão iniciar o ano letivo de 2024 com novos materiais didáticos do programa Alfabetiza Juntos, iniciativa integrante do programa Educa Juntos, da Secretaria de Estado da Educação do Paraná (Seed-PR). A previsão é de que cerca de dois milhões de novos livros didáticos sejam distribuídos até a primeira quinzena do mês de dezembro, impactando positivamente o aprendizado de crianças nos anos iniciais do ensino fundamental.

Com foco na alfabetização, o Educa Juntos oferece suporte aos municípios paranaenses, buscando aprimorar a qualidade da aprendizagem dos alunos desde a educação infantil. O foco recai especialmente nos anos iniciais, reconhecidos como uma fase crucial no desenvolvimento acadêmico e cognitivo dos estudantes.

Os novos materiais didáticos abordam os componentes curriculares essenciais de língua portuguesa e matemática. A distribuição destina-se aos alunos e professores dos 1°, 2° e 3° anos do ensino fundamental, abrangendo um total de 396 municípios.

Nesta edição, a distribuição dos materiais segue uma estratégia específica: todos os alunos e professores das turmas de 1° e 2° anos do ensino fundamental nas instituições participantes receberão os materiais de língua portuguesa. Além disso, todos os alunos dos 1°, 2° e 3° anos receberão os materiais específicos de matemática.

“O programa Alfabetiza Juntos foi implementado no final de 2020, e desde então tem sido um catalisador na promoção da alfabetização e no fortalecimento das bases educacionais”, disse o secretário de Estado da Educação, Roni Miranda.

“Até o momento, o programa já impactou positivamente a jornada educacional de 180 mil estudantes em todo o Paraná. Essa expansão e aprimoramento contínuo refletem o compromisso da Seed-PR em proporcionar uma educação de qualidade, equitativa e inclusiva para todas as crianças do Estado”.

Distribuição – O envio dos 22 milhões de materiais didáticos será entregue pela Seed-PR diretamente às secretarias municipais de Educação, que ficam encarregadas de efetuar a distribuição a partir de pontos estrategicamente estabelecidos. Essa abordagem descentralizada busca otimizar a logística, permitindo que as secretarias municipais adaptem o processo de entrega de acordo com as necessidades específicas de cada localidade.

Além da versão impressa, os materiais didáticos também estão acessíveis online, disponíveis para download no site da Seed-PR. “Essa versatilidade visa atender às diversas realidades educacionais, garantindo que tanto estudantes quanto professores possam usufruir dos recursos didáticos de maneira acessível e conveniente, seja de forma física ou digital”, afirma Miranda.

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Programa do Estado vai financiar até R$ 2 bilhões para o agronegócio

Fundo oferecerá crédito atrativo para produtores rurais vinculados às cooperativas paranaenses e empresas integradoras

O governador Ratinho Junior lançou, nesta quinta-feira (03), na B3 em São Paulo, um projeto inédito no Brasil para o financiamento do agronegócio. O Fundo de Investimento em Direitos Creditórios nas Cadeias Produtivas do Agro (FIDC Agro Paraná) é o primeiro instrumento de crédito voltado ao agronegócio criado por um Estado e deverá alavancar aproximadamente R$ 2 bilhões para financiar a expansão das atividades de produtores agrícolas vinculados a cooperativas e empresas integradoras nos 399 municípios paranaenses.

O FIDC Agro Paraná funcionará como uma espécie de ‘guarda-chuva’, sob o qual as cooperativas instaladas no Estado e empresas integradoras poderão participar, por meio da criação de outros fundos vinculados, e oferecer condições facilitadas de financiamento aos cooperados e integrados para a compra de máquinas, equipamentos, sistemas de irrigação e logística.

O Governo do Estado entrou inicialmente com um aporte de R$ 150 milhões por meio da Fomento Paraná, instituição financeira responsável pela formatação do fundo, que já dispõe de outros R$ 200 milhões para alavancar fundos da mesma natureza.

A iniciativa foi desenvolvida para oferecer uma alternativa de financiamento ao Plano Safra e de outros recursos destinados ao crédito rural, que têm se mostrado insuficientes para atender a toda a demanda nacional e no próprio Estado. Diferentemente do programa federal, cuja maior parte dos recursos são usados para custeio e comercialização da produção, o FIDC Agro Paraná será focado na oferta de crédito para melhorias e ampliação das atividades agrícolas.

Segundo o governador, a criação do fundo busca aproveitar dois dos principais potenciais econômicos do Paraná, que são a força da agroindústria e o modelo produtivo cooperativista.

“Com a ampliação da oferta de crédito, queremos estimular os investimentos em áreas que são a vocação do Paraná, tanto é que já temos quatro cooperativas que estão preparando os seus fundos, além da sinalização de outros segmentos do setor que já demonstraram interesse em aderir”, afirmou.

Ratinho Junior também esclareceu que os aportes do Governo do Estado por meio da Fomento Paraná buscam equalizar os juros dos futuros financiamentos, e que toda a gestão do fundo será privada.

“Quem definirá os investimentos que serão feitos será o setor produtivo. O que o Estado definiu foram algumas regras para incentivar a cadeia econômica, como a preferência pela aquisição de produtos feitos no Paraná”, acrescentou.

A expectativa é de que, conforme a iniciativa avance com a atração de mais investidores, o Executivo Estadual possa fazer novos aportes para multiplicar os investimentos em todas as regiões produtivas do Paraná.

“O Governo do Estado dispõe no total de R$ 2 bilhões, o que pelos nossos cálculos podem gerar uma alavancagem de até R$ 14 bilhões em investimentos totais para o agronegócio na medida em que o projeto se consolide”, concluiu o governador.

Gestão Financeira – Além de ser a principal cotista nesta etapa do processo, a Fomento Paraná atuará como o braço do Estado na definição das políticas de aplicação de recursos do fundo. A participação dela é limitada a 20% dos recursos totais aplicados, sendo o restante oriundo da iniciativa privada e de outros investidores qualificados, incluindo as próprias cooperativas.

A gestão do FIDC Agro Paraná será feita pela Suno Asset, escolhida por meio de chamada pública da Fomento Paraná. Pertencente ao Grupo Suno, a gestora possui mais de R$ 1,5 bilhão sob sua gestão, sendo mais de R$ 500 milhões investidos no agronegócio, e trabalhará para atrair mais investidores privados ao novo fundo.

“O Paraná é o primeiro Estado a ter um instrumento de crédito deste tipo, em um arranjo que também envolve as cooperativas e empresas integradoras paranaenses e uma empresa gestora, que buscarão no mercado outros investidores para alavancar o negócio”, destacou o presidente da Fomento Paraná, Claudio Stabile.

O foco inicial será nas cooperativas e empresas integradoras paranaenses, que possuem uma estrutura financeira e administrativa mais robusta, e a partir da consolidação do Fundo, diversas outras cooperativas e integradoras poderão ser atendidas.

O acesso aos recursos pelos produtores rurais cooperados e integrados será definido em uma segunda etapa e os critérios seguirão o regramento definido pela Fomento Paraná e pela Suno Asset.

“É mais uma vertente de crédito que se abre para o agronegócio paraense com uma taxa de juros e formas de amortização muito atrativas, em que as cooperativas e integradoras também poderão ganhar como investidoras do próprio fundo”, pontuou o presidente da Fomento Paraná.

Além dos investimentos serem feitos exclusivamente no Paraná via cooperativas e integradoras, o regulamento do fundo também prevê que os produtos e serviços a serem financiadas com recursos do fundo sejam prioritariamente adquiridos de empresas instaladas no Estado.

“A ideia principal é que os implementos, máquinas e equipamentos sejam preferencialmente produzidos no Paraná, criando um ciclo virtuoso de geração de emprego, renda e aumento da arrecadação”, argumentou o presidente da Fomento Paraná.

Vocação – Uma das motivações para a criação do FIDC Agro Paraná foi aproveitar o potencial das cooperativas paranaenses, que segundo o governador são um dos principais ativos econômicos do Estado. Atualmente, há 226 cooperativas atuantes no Paraná, das quais 16 figuram entre as 500 maiores empresas do Brasil e 11 entre as maiores cooperativas agroindustriais do mundo.

Em 2024, as cooperativas paranaenses tiveram um faturamento de R$ 205,7 bilhões, segundo dados do Sistema Ocepar. Com o aumento da produção e o retorno dos investimentos agroindustriais feitos nos últimos anos, a expectativa é que esta movimentação chegue a R$ 300 bilhões até 2026 e a R$ 500 bilhões em 2030.