São Vicente tem rodo de luz e armário de esterilização para EPIs

Hospital São Vicente de Paula conta com um rodo de luz UV-C e um armário de esterilização de EPI para o combate ao coronavírus e Covid-19U. Os aparelhos foram entregues por um grupo de pesquisadores da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), campus Guarapuava, composto pelas professoras Viviane Teleginski Mazur e Sílvia do Nascimento Rosa, pela técnica de laboratório Adriana e Silva da Costa e pelo professor Maurício Marlon Mazur.

O rodo de luz foi baseado em um projeto, divulgado pela USP, que utiliza luz ultravioleta para esterilização do piso de ambientes hospitalares. Foram realizados testes pela Unicentro, sob supervisão do professor Maico Taras da Cunha, para verificar o tempo de exposição e a eficácia na ação biocida. Os resultados indicam que bactérias são eliminadas da superfície de papéis em 25 segundos de exposição.

O armário de esterilização de EPI’s também utiliza emissão de raios UV-C, por meio de lâmpadas na cabine. O equipamento possui sistema de segurança para desativar as lâmpadas quando a porta está aberta e um sistema que esteriliza a maçaneta de abertura da porta. O equipamento também foi testado na Unicentro e os resultados indicam que em 50 minutos de exposição bactérias são eliminadas da superfície de jalecos e em 1 hora são eliminadas bactérias dentro dos bolsos.

Ambos os projetos foram desenvolvidos pelos próprios pesquisadores com recursos do campus. Os testes, realizados pela Unicentro, são fruto de uma parceria com o Inovatec. A doação foi realizada ao Hospital São Vicente de Paula, que é o hospital de referência para tratamento da COVID-19 em Guarapuava e região.

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Autismo: II Simpósio Mundo Azul

Neste ano, o foco principal foi evidenciar as diferenças no diagnóstico entre meninas e meninos

No dia 2 de abril, comemorou-se o Dia Internacional de Conscientização sobre o Autismo. Entre os diversos eventos realizados nessa data, destacou-se o II Simpósio sobre Autismo, promovido pela UniGuairacá.

O evento foi organizado pela psicóloga Danieli Wendler, juntamente com a equipe da Associação Guarapuava Mundo Azul (AGMA). Neste ano, o foco principal foi evidenciar as diferenças no diagnóstico entre meninas e meninos, abordando aspectos psicológicos, sociais, familiares, preconceitos de gênero e expectativas sociais.

Os palestrantes convidados foram o Dr. Angelo Landgraf, pós-graduado em psiquiatria e autismo, e a psicóloga Marionita Gonçalves Dias, também pós-graduada em autismo.

Os palestrantes, Angelo Landgraf e Marionita Gonçalves Dias

Além de compartilhar conhecimento, o Dr. Angelo trouxe sua experiência pessoal como pai de uma adolescente autista nível 1 de suporte.

Por sua vez, Marionita não apenas falou sobre sua vivência como mãe de uma menina autista nível 2 de suporte, mas também compartilhou sua própria experiência de diagnóstico tardio.

Durante o simpósio, foi possível compreender as grandes diferenças entre os diagnósticos em meninas e meninos, além de destacar o quanto as meninas podem ser socialmente negligenciadas. Meninas e mulheres autistas estão mais suscetíveis a questões de saúde mental e a riscos como abusos físicos, psíquicos e financeiros.

Marionita Gonçalves Dias. Instagram: @marionitagonçalves; WhatsApp: (42)99915-0731