Saúde  

Atenção, pais! Campanha de vacinação começa nesta segunda

Todas as UBSs (exceto Feroz que passa por reforma, e urgências e emergências) já estão esperando pelos pais, e claro, pelas crianças que precisam, e devem, ser vacinadas. Movimento antivacinas? Não caia nessa

A vacina é a forma mais clara de prevenção e evitar o risco de morte em muitos casos”, diz Chayane Andrade (Foto: Arquivo)

 

Da Redação com Assessoria

 

Já começou em todo o país, a campanha nacional de vacinação contra o sarampo e a poliomielite. Em Guarapuava, todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) do município (exceto Feroz que passa por reformas, e urgências e emergências)) já estão esperando pelos pais (ou responsáveis) e claro, pelas crianças que precisam, e devem, ser vacinadas. Todas as crianças de 1 a 4 anos 11 meses e 29 dias devem comparecer a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima de sua casa para receber a dose da vacina.

De acordo com a chefe do departamento de Epidemiologia, da Secretaria Municipal de Saúde, Chayane Andrade, o intuito da campanha é vacinar o maior número de crianças, garantindo a proteção contra o vírus. Segundo ela, a meta, em Guarapuava, é de vacinar 10.307 crianças, evitando a reintrodução do vírus da poliomielite, rubéola e sarampo. A campanha é uma determinação do Ministério da Saúde

O horário de atendimento das UBS é de segunda a sexta-feira, das 8 às 12h e das 13 às 17h. Para se vacinar, é necessário apresentar o Cartão do SUS, juntamente com a carteirinha de vacinação da criança.

 

MOVIMENTO ANTIVACINAÇÃO:  NÃO CAIA NESSA

Na edição de 6 de julho deste ano, o jornal Extra Guarapuava estampou na capa a preocupação causada pelo movimento antivacinas.

A reportagem também conversou, com exclusividade, com Chayane Andrade, que lamentou o fato de a população não estar atenta às campanhas de vacinações e com isso – mesmo com todo o esforço das equipes de saúde – os índices não estarem sendo atingidos no município. “Temos uma queda expressiva nos índices das pessoas que deveriam ser vacinadas nas campanhas e no dia a dia. Nossa maior preocupação é com as crianças. Esse movimento vem fazendo com que as pessoas interpretem que os governos não querem pessoas saudáveis e com uma boa qualidade de saúde”, avalia Chayane. De acordo com a epidemiologista, algumas doenças estão retornando única e exclusivamente pela falta de vacinação.

“As mães que são contra a vacinação hoje, são as mesmas que foram vacinadas de forma regular. Se formos ver, a carteirinha delas está em dia, enquanto seus filhos estão expostos as doenças. A vacina é a forma mais clara de prevenção e evitar o risco de morte em muitos casos”, afirma Chayane Andrade.

Leia mais aqui:  Movimento antivacinas se dissemina pelo país

 

POR QUE O SARAMPO É UMA AMEAÇA REAL

O Extra também já falou sobre o assunto na edição de 24 de julho (leia mais aqui). Até aquela data, eram 677 os casos confirmados de sarampo no Brasil. Quase quinze dias, já são mais de mil casos, segundo o Ministério da Saúde. Nenhum no Paraná, mas o alerta continua.

O sarampo é uma doença altamente contagiosa cuja principal forma de prevenção é a vacinação. Apesar da importância da imunização, o país tem cobertura vacinal abaixo da meta definida pelo Ministério da Saúde e preconizada pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Segundo a pasta, a cobertura no Brasil foi de 85,21% na primeira dose (tríplice viral) e de 69,95% na segunda dose (tetra viral) em 2017. A meta é de 95%.

POLIOMIELITE

A poliomielite é uma doença infectocontagiosa grave e a única forma de prevenção é por meio da vacinação. Na maioria dos casos, a criança não vai a óbito quando infectada, mas adquire sérias lesões que afetam o sistema nervoso, provocando paralisia irreversível, principalmente nos membros inferiores. A doença é causada pelo poliovírus e a infecção se dá, principalmente, por via oral.

Embora, atualmente, o Brasil esteja livre da paralisia infantil, é fundamental a continuidade das campanhas de vacinação, para evitar a reintrodução do vírus no país. De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), 10 países registraram casos de poliomielite em 2013 e 2014, sendo que três deles são considerados endêmicos (Paquistão, Nigéria e Afeganistão).