Exportação do complexo soja recuou 2,3% em volume e 9,1% em valor

As vendas externas do complexo soja no ano passado somaram 25,325 milhões de toneladas, volume 2,3% inferior ao embarcado em 2015. A receita recuou 9,1% para US$ 25,325 bilhões. O preço médio caiu 6,9% para US$ 377 por tonelada.

A forte quebra da safra brasileira 2015/2016 foi responsável pela redução da disponibilidade do produto para exportação, uma vez que a demanda interna pela matéria-prima, para produção de derivados, continuou crescendo.

As estatísticas divulgadas pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, mostram que as exportações de soja em grão recuaram 3,8% para 51,581 milhões de toneladas, ficando atrás apenas do recorde de 53,593 milhões de toneladas. Já a receita recuou 7,9% para 19,331 milhões de toneladas. O preço médio caiu 4,3% para US$ 375 por tonelada.

Já a exportação de farelo de soja cresceu 4,8% e somou 14,443 milhões de toneladas, enquanto a receita recuou 10,8% para R$ 5,192 bilhões, pressionada pela queda de 14,9% no preço médio (US$ 360 por tonelada).

As vendas externas de óleo de soja recuaram 17,3% para 1,150 milhão de toneladas. A receita caiu 24,1% para US$ 801,4 milhões. O preço médio retraiu 8,2% para US$ 687 por tonelada.

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Força feminina acelera poder de mobilização do Sistema FAEP-PR

Encontro Estadual de Coordenadoras da CEMF bate recorde de público, reunindo 270 integrantes de 95 comissões locais

O poder de mobilização das mulheres no Paraná tem sido decisivo para acelerar a representatividade rural no Estado. Essa tendência ficou evidente no 3º Encontro de Coordenadoras da Comissão Estadual de Mulheres da FAEP (CEMF), que acontece nesta segunda (31) e terça-feira (1º de abril), em Curitiba. Ao todo, 270 integrantes de 95 comissões locais estão reunidas para participar de palestras, fazer um balanço das ações e o planejamento dos próximos passos no fortalecimento do movimento feminino e do sistema sindical rural.

Na abertura, o presidente interino do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette, ressaltou que o papel feminino no campo inclui representatividade, inovação e, especialmente, a presença da família rural no agronegócio paranaense. “Um mundo melhor depende de um resgate da nossa base, nossa essência, onde tudo começa e tudo muda. Nosso principal desafio é fortalecermos ainda mais a família e os valores dentro do agronegócio. A família do agro unida já está fazendo e vai fazer ainda mais a diferença no Paraná e no Brasil”, apontou Meneguette.

O objetivo principal do evento, na sua terceira edição, é promover a integração e o networking das participantes, além da integração de estratégias de diferentes regiões para que a participação feminina continue aumentando no campo e nos sindicatos rurais do Paraná. Afinal, o fortalecimento dos grupos de mulheres se reflete diretamente na própria representatividade sindical rural.

Lisiane Rocha Czech, coordenadora da CEMF, relembrou o esforço dedicado nos últimos anos para construir uma base sólida de mobilização, que hoje atrai novas integrantes. “Quero pedir que todas nós sigamos com os pés no chão, que não pensemos em nós na hora de projetar nossos projetos e ações. Trabalhamos por algo muito maior. Nos organizando, nos preparando para um futuro melhor para as futuras gerações e todo mundo”, convocou.

A vice-presidente da Comissão Nacional das Mulheres do Agro, vinculada à Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Simone Carvalho de Paula, fez um apanhado das ações desenvolvidas a nível nacional. “Quase a totalidade do país conta com comissões estaduais, todos os Estados com comissões, a maioria efetivadas e outras em andamento. Nosso objetivo é o fortalecimento da mulher, transformando sua capacidade política e empreendedora”, enfatizou Simone.

Histórico da CEMF

A CEMF foi criada em janeiro de 2021 e já estimulou a articulação de 101 comissões locais, cada uma vinculada a um sindicato rural, atingindo 3,3 mil representantes. O Sistema FAEP tem sido decisivo no projeto, já que cada comissão local dispõe de um consultor, que ajuda na elaboração de um planejamento estratégico individualizado, considerando o contexto regional.

O movimento tem gerado frutos também no aspecto de qualificação. Cursos específicos para o desenvolvimento do público feminino têm sido promovidos, além de visitas técnicas para auxiliar nos mais diversos desafios enfrentados por cada sindicato. Com isso, as mulheres passaram a fazer parte do sistema sindical rural de forma direta, gerando valor tanto ao sistema sindical rural quanto às suas rotinas e tomadas de decisão enquanto produtoras rurais.

No Paraná, a criação da Comissão Estadual de Mulheres da FAEP tem sido um fator determinante no crescimento da participação feminina. Nos eventos promovidos pelo Sistema FAEP, elas já vêm assumindo o protagonismo. No Encontro Estadual de Líderes Rurais, realizado em dezembro de 2024, as mulheres responderam por mais de 70% dos 4 mil participantes. O número repetiu o sucesso de público e participação feminina dos dois anos anteriores.