Oposição denuncia prejuízo causado pela renúncia fiscal de R$ 17 bilhões nos municípios do PR

Os deputados da bancada de oposição, na Assembleia Legislativa, deram início a um estudo de impacto sobre o prejuízo dos municípios paranaenses a partir da renúncia fiscal adotada pelo governo Ratinho Jr. Além da desoneração bilionária não ter os beneficiados revelados, representará perdas significativas na arrecadação que deixará de ser repassada às prefeituras.

Recentemente, o líder da oposição, deputado Arilson Chiorato (PT), denunciou um rombo de R $4,6 bilhões nos repasses do Poder Executivo aos 399 municípios do Paraná.

“O governo pratica a renúncia fiscal para estimular a região metropolitana de Curitiba, mas quem paga a conta é Jardim Alegre, Mandaguari, Borrazópolis, é o interior do Estado”, alertou.

Para o deputado Requião Filho (PT), a preocupação é ainda maior porque as empresas beneficiadas com a renúncia fiscal de R $17 bilhões seguem desconhecidas da população.

“Não há contrapartida clara, não há gestão transparente. Quem são os amigos do rei beneficiados com toda essa desoneração? E o pequeno e médio empresário, como fica? Não podemos tolerar mais esse tipo de política que privilegia possíveis patrocinadores de campanha e vira as costas para quem está sofrendo com tantos impostos, sucessivos aumentos de água e luz, para manter as portas abertas”, criticou.

O parlamentar é autor do PL 522/2020, que pretende implementar no Estado uma política de Dados Abertos, para dar mais transparência aos gastos públicos. No entanto, o projeto segue a espera de um relator na Comissão de Constituição e Justiça na ALEP.

“Queremos modernizar o sistema de disponibilização de dados, sobre cada real gasto pelo governo. Queremos saber quem são as empresas beneficiadas por renúncias fiscais, o quanto elas retornam aos cofres públicos em investimentos, e a população tem direito de poder acompanhar tudo isso, de maneira clara e transparente. É um projeto que visa combater a corrupção, mas pelo que temos visto não há interesse do governo em fornecer esse tipo de informação, somente propagandas enganosas e cheias de fantasia”.

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Assembleia Legislativa aprova a criação da CNH Social no Paraná

Iniciativa é voltada a pessoas com renda familiar mensal de até três salários mínimos e inscritas no CadÚnico

O deputados estaduais aprovaram por unanimidade a criação do programa CNH Social para a formação e habilitação de condutores de veículos automotores. A iniciativa beneficia pessoas em situação de vulnerabilidade social para que possam obter a primeira Carteira Nacional de Habilitação (CNH), incluir ou mudar de categoria gratuitamente.

Parte das vagas será reservada para estudantes ou formados no ensino médio estadual e para mulheres. A proposição tramita em regime de urgência e foi votada em primeiro turno, na sessão plenária da Assembleia Legislativa do Paraná, nesta quarta-feira (2).

“Aprovamos esse projeto muito importante para atender as pessoas mais carentes, para aqueles jovens em escolas públicas que têm um bom desempenho. Nós recebemos muitas reclamações da dificuldade dessas pessoas, da questão financeira para conseguir a carteira de habilitação e agora avançamos nesta iniciativa para a emissão do documento de forma gratuita, beneficiando muitos paranaenses”, ressaltou o presidente do Poder Legislativo, deputado Alexandre Curi (PSD).

Também está incluída no projeto 159/2025 a isenção de custos para a realização de cursos especializados de direção e a inclusão da observação sobre Exercício de Atividade Remunerada (EAR) no documento.

Chamado de CNH Social, o programa será coordenado pelo Detran-PR e visa reduzir desigualdades sociais e econômicas, além de auxiliar pessoas de baixa renda a terem mais chances de ingressar ou retornar ao mercado de trabalho.

Caso seja aprovado pelo Legislativo estadual, a proposta isentará os beneficiários do pagamento de taxas relacionadas a exames médicos, cursos teóricos e práticos e demais procedimentos necessários para a obtenção ou mudança de categoria da CNH.

O programa poderá atender até cinco mil pessoas com renda familiar mensal de até três salários mínimos já em 2025. Para pleitear uma vaga, os interessados deverão comprovar que estão enquadrados nos critérios financeiros, que residem no Paraná e que estão inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), além de atender a outros requisitos específicos de cada modalidade.

As vagas do CNH Social serão divididas em quatro modalidades. A primeira, chamada de Habilita, é voltada para a obtenção da primeira CNH nas categorias A, B ou AB. A segunda, denominada Profissionaliza, destina-se àqueles que já possuem CNH, mas querem acrescentar as categorias C, D ou E em sua habilitação para ampliar as oportunidades de emprego.