Deputado propõe comissão para investigar falhas no fornecimento de energia no Paraná

Professor Lemos denuncia prejuízos causados por apagões e cobra providências da Copel

O deputado estadual Professor Lemos (PT) usou a tribuna da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), nesta semana, para cobrar soluções diante das constantes interrupções no fornecimento de energia elétrica em diversas cidades do estado. Durante seu pronunciamento, ele destacou os prejuízos enfrentados pela população e propôs a criação de uma comissão especial para tratar do tema diretamente com a Companhia Paranaense de Energia (Copel).

Lemos relatou que, em municípios como Capitão Leônidas Marques, os apagões ocorrem de maneira recorrente. Segundo ele, no período entre 10h e 15h de um único dia, houve 15 quedas de energia, conforme denunciado pelo radialista Rui Castro, da Rádio Havaí. O parlamentar também citou o caso de Santa Maria do Oeste, onde agricultores perderam milhares de litros de leite devido a uma interrupção superior a 24 horas.

Além dos prejuízos financeiros no campo e nas cidades, Lemos chamou atenção para a dificuldade da população em obter assistência, já que muitos escritórios da Copel foram fechados. “Não há mais para onde recorrer. O descaso é grande, e os mais prejudicados são os agricultores, que perdem equipamentos e produtos”, afirmou.

O deputado ressaltou que, apesar de audiências públicas realizadas anteriormente pela Assembleia Legislativa para debater o problema, as quedas de energia continuam aumentando. “O Paraná é um dos maiores produtores de energia do Brasil, atrás apenas de Minas Gerais. Só em Capitão Leônidas Marques, há duas usinas hidrelétricas, e mesmo assim, a população sofre com oscilações e falta de fornecimento”, criticou.

Diante desse cenário, Lemos reforçou a necessidade de uma comissão especial no Legislativo para pressionar a Copel por soluções definitivas. Ele solicitou apoio da Mesa Diretora e do presidente da Casa, deputado Alexandre Curi, para viabilizar a iniciativa. “Precisamos agir com urgência para resolver esse problema, que vem se agravando nos últimos meses”, concluiu.

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Assembleia Legislativa aprova a criação da CNH Social no Paraná

Iniciativa é voltada a pessoas com renda familiar mensal de até três salários mínimos e inscritas no CadÚnico

O deputados estaduais aprovaram por unanimidade a criação do programa CNH Social para a formação e habilitação de condutores de veículos automotores. A iniciativa beneficia pessoas em situação de vulnerabilidade social para que possam obter a primeira Carteira Nacional de Habilitação (CNH), incluir ou mudar de categoria gratuitamente.

Parte das vagas será reservada para estudantes ou formados no ensino médio estadual e para mulheres. A proposição tramita em regime de urgência e foi votada em primeiro turno, na sessão plenária da Assembleia Legislativa do Paraná, nesta quarta-feira (2).

“Aprovamos esse projeto muito importante para atender as pessoas mais carentes, para aqueles jovens em escolas públicas que têm um bom desempenho. Nós recebemos muitas reclamações da dificuldade dessas pessoas, da questão financeira para conseguir a carteira de habilitação e agora avançamos nesta iniciativa para a emissão do documento de forma gratuita, beneficiando muitos paranaenses”, ressaltou o presidente do Poder Legislativo, deputado Alexandre Curi (PSD).

Também está incluída no projeto 159/2025 a isenção de custos para a realização de cursos especializados de direção e a inclusão da observação sobre Exercício de Atividade Remunerada (EAR) no documento.

Chamado de CNH Social, o programa será coordenado pelo Detran-PR e visa reduzir desigualdades sociais e econômicas, além de auxiliar pessoas de baixa renda a terem mais chances de ingressar ou retornar ao mercado de trabalho.

Caso seja aprovado pelo Legislativo estadual, a proposta isentará os beneficiários do pagamento de taxas relacionadas a exames médicos, cursos teóricos e práticos e demais procedimentos necessários para a obtenção ou mudança de categoria da CNH.

O programa poderá atender até cinco mil pessoas com renda familiar mensal de até três salários mínimos já em 2025. Para pleitear uma vaga, os interessados deverão comprovar que estão enquadrados nos critérios financeiros, que residem no Paraná e que estão inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), além de atender a outros requisitos específicos de cada modalidade.

As vagas do CNH Social serão divididas em quatro modalidades. A primeira, chamada de Habilita, é voltada para a obtenção da primeira CNH nas categorias A, B ou AB. A segunda, denominada Profissionaliza, destina-se àqueles que já possuem CNH, mas querem acrescentar as categorias C, D ou E em sua habilitação para ampliar as oportunidades de emprego.