JUSTIÇA  

Novos depoimentos são anexados ao processo do caso Tatiane

PMs dizem que Luís Felipe Manvailer não tinha sinais de embriaguez ao ser preso. Funcionários do bar afirmaram que não viram ele ingerindo bebidas alcoólicas

Luís Felipe Manvailer, porém, admitiu ter bebido (Imagem: Reprodução)

 

Por Jonas Laskouski

 

Nessa quarta-feira (05), o Ministério Público do Paraná (MP-PR) anexou depoimentos dos PMs que encontraram Luís Felipe Manvailer na BR-277 e de dois garçons do bar onde estava o casal com amigos antes da morte de Tatiane Spitzner. As informações são do G1 Paraná.

Os dois garçons afirmaram que não viram Luis Felipe ingerindo bebidas alcoólicas.  Um deles, que disse conhecer o réu, contou que serviu champagne na mesa do casal a pedido do proprietário do estabelecimento, por volta de 2h. O casal e os amigos comemoravam o aniversário de Manvailer naquele dia.

O funcionário do bar também afirmou que não presenciou discussão entre o casal naquela madrugada.

A promotoria também anexou ao processo uma comanda, em nome de Tatiane Sptizner, que mostra que o casal pediu um combo de gin tônica e duas cervejas long neck.

Tatiane foi encontrada morta no apartamento do casal no mesmo dia, após queda do 4º andar do prédio onde moravam. Ele é réu pela morte da mulher e continua preso na Penitenciária Industrial de Guarapuava (PIG). Luís Felipe Manvailer foi denunciado pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR) pelos crimes de homicídio com quatro qualificadoras (meio cruel, dificultar defesa da vítima, motivo torpe e feminicídio), cárcere privado e fraude processual. A Justiça aceitou a denúncia em 8 de agosto.

O marido foi visto pelos policiais depois que viajou com o carro da mulher, segundo a Polícia Civil, em direção ao Paraguai. Ele se acidentou com o veículo.

O carro usado por Felipe na “fuga” pertencia à Tatiane (Foto: Reprodução)

O QUE DISSERAM OS POLICIAIS

Os dois policiais militares que encontraram o professor Luis Felipe na BR-277, em São Miguel do Iguaçu, no oeste do Estado, na manhã de 22 de julho, afirmaram em depoimento que ele não tinha sinais de embriaguez.

“No momento da abordagem, o investigado Luis Felipe Manvailer não apresentava sinais etílicos, nem odor de bebida alcoólica. Não falava enrolado e andava normalmente”, diz trecho do depoimento de um dos policiais.

DEFESA E ACUSAÇÃO SE MANIFESTAM

O advogado da família de Tatiane disse, em nota, que “os depoimentos são irrelevantes, pois o próprio acusado admite que estava embriagado na madrugada dos fatos”.

O laudo médico ao qual ele se refere indica que Luis Felipe consumiu vodka, gin e uísque. Ele negou uso de drogas ilícitas.

A defesa de Manvailer afirma que os “novos fatos anexados aos autos só reforçam o argumento da defesa de que a denúncia oferecida pela acusação ocorreu de forma precipitada, sem contar com todas as informações testemunhais e periciais necessárias, cumprindo apenas os prazos legais”.

A nota diz também que mantém “sua posição de aguardar que todas as provas e depoimentos sejam em definitivo anexados ao processo para que então possa se manifestar e promover a ampla defesa”.