Jogos da integração do Idoso terminam neste sábado

A festa de encerramento dos Jogos da Integração do Idoso (JIIDOS) acontece neste sábado (23), no Centro de Eventos, em Guaratuba, no Litoral do Paraná. Após cinco dias de muita competição, diversão e entretenimento, os Jogos chegam ao fim com uma cerimônia informal prevista para as 14 horas, sem presença de público.

Esta edição reuniu 32 municípios, representados por cerca de 1.200 participantes: 888 atletas e mais 312 pessoas, entre comissão técnica, professores e enfermeiros. Os Jogos são uma realização do Governo do Estado, por meio da Superintendência do Esporte, com apoio das prefeituras de Guaratuba e de Pontal do Paraná.

O diretor de Inovação da Superintendência do Esporte, Tiago Campos, informa que o encerramento contará com apresentações artísticas e a entrega de troféus às cidades participantes e de medalhas para todos os atletas.

“Os idosos foram os que mais sofreram com a pandemia porque não puderam sair e fazer atividade física. Foi gratificante ver o sorriso e a alegria deles nesses jogos”, disse Campos. “Todos os participantes desta edição, atletas, técnicos e profissionais, foram testados e vacinados com duas doses contra a Covid-19, uma forma de trazer segurança a todos”.

Retomada – Os Jogos de Integração do Idoso fazem parte das ações de retomada do esporte no Paraná. Para garantir a segurança de todos, o evento não foi aberto ao público. Somente os participantes e autoridades puderam comparecer à abertura e poderão ir ao encerramento.

“Estamos trabalhando com toda a segurança para trazer muita alegria, diversão e atividades físicas no Paraná”, afirmou Tiago Campos.

Para aqueles que estão iniciando a prática nestas modalidades esportivas, o evento ofertou oficinas para ensiná-los como jogar. Para isso, os Jogos tiveram sede em dois municípios – Guaratuba, onde ocorreram as competições, e Pontal do Paraná, que abrigaram as oficinas.

Durante o primeiro dia do evento, a equipe realizou a avaliação física dos participantes, além da caminhada da saúde, de jogos de salão e de oficinas de ritmo. Para isso, foi oferecida uma capacitação aos profissionais de Educação Física que trabalham com idosos nos municípios do Paraná.

Nos demais dias houve competições de vôlei câmbio, vôlei praia, vôlei escuro, basquete relógio, peteca, xadrez, damas, dominó, tênis de mesa e handebol. Também contaram com uma programação especial com karaokê, baile à fantasia, festival de carteado, entre outras atividades, como apresentações de danças e circenses.

Os Jogos – Os Jogos da Integração do Idoso iniciaram em Guaratuba, em 1995, como proposta do Governo do Estado. Já naquela época, tinham como objetivo estimular o lazer por meio de atividades esportivas adaptadas, recreativas, artísticas, socioculturais e de integração. Em 2019, o evento foi incluído nos Jogos Oficiais do Estado, com a participação de 15 municípios. Em 2021, foram 32 municípios.

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Programa do Estado vai financiar até R$ 2 bilhões para o agronegócio

Fundo oferecerá crédito atrativo para produtores rurais vinculados às cooperativas paranaenses e empresas integradoras

O governador Ratinho Junior lançou, nesta quinta-feira (03), na B3 em São Paulo, um projeto inédito no Brasil para o financiamento do agronegócio. O Fundo de Investimento em Direitos Creditórios nas Cadeias Produtivas do Agro (FIDC Agro Paraná) é o primeiro instrumento de crédito voltado ao agronegócio criado por um Estado e deverá alavancar aproximadamente R$ 2 bilhões para financiar a expansão das atividades de produtores agrícolas vinculados a cooperativas e empresas integradoras nos 399 municípios paranaenses.

O FIDC Agro Paraná funcionará como uma espécie de ‘guarda-chuva’, sob o qual as cooperativas instaladas no Estado e empresas integradoras poderão participar, por meio da criação de outros fundos vinculados, e oferecer condições facilitadas de financiamento aos cooperados e integrados para a compra de máquinas, equipamentos, sistemas de irrigação e logística.

O Governo do Estado entrou inicialmente com um aporte de R$ 150 milhões por meio da Fomento Paraná, instituição financeira responsável pela formatação do fundo, que já dispõe de outros R$ 200 milhões para alavancar fundos da mesma natureza.

A iniciativa foi desenvolvida para oferecer uma alternativa de financiamento ao Plano Safra e de outros recursos destinados ao crédito rural, que têm se mostrado insuficientes para atender a toda a demanda nacional e no próprio Estado. Diferentemente do programa federal, cuja maior parte dos recursos são usados para custeio e comercialização da produção, o FIDC Agro Paraná será focado na oferta de crédito para melhorias e ampliação das atividades agrícolas.

Segundo o governador, a criação do fundo busca aproveitar dois dos principais potenciais econômicos do Paraná, que são a força da agroindústria e o modelo produtivo cooperativista.

“Com a ampliação da oferta de crédito, queremos estimular os investimentos em áreas que são a vocação do Paraná, tanto é que já temos quatro cooperativas que estão preparando os seus fundos, além da sinalização de outros segmentos do setor que já demonstraram interesse em aderir”, afirmou.

Ratinho Junior também esclareceu que os aportes do Governo do Estado por meio da Fomento Paraná buscam equalizar os juros dos futuros financiamentos, e que toda a gestão do fundo será privada.

“Quem definirá os investimentos que serão feitos será o setor produtivo. O que o Estado definiu foram algumas regras para incentivar a cadeia econômica, como a preferência pela aquisição de produtos feitos no Paraná”, acrescentou.

A expectativa é de que, conforme a iniciativa avance com a atração de mais investidores, o Executivo Estadual possa fazer novos aportes para multiplicar os investimentos em todas as regiões produtivas do Paraná.

“O Governo do Estado dispõe no total de R$ 2 bilhões, o que pelos nossos cálculos podem gerar uma alavancagem de até R$ 14 bilhões em investimentos totais para o agronegócio na medida em que o projeto se consolide”, concluiu o governador.

Gestão Financeira – Além de ser a principal cotista nesta etapa do processo, a Fomento Paraná atuará como o braço do Estado na definição das políticas de aplicação de recursos do fundo. A participação dela é limitada a 20% dos recursos totais aplicados, sendo o restante oriundo da iniciativa privada e de outros investidores qualificados, incluindo as próprias cooperativas.

A gestão do FIDC Agro Paraná será feita pela Suno Asset, escolhida por meio de chamada pública da Fomento Paraná. Pertencente ao Grupo Suno, a gestora possui mais de R$ 1,5 bilhão sob sua gestão, sendo mais de R$ 500 milhões investidos no agronegócio, e trabalhará para atrair mais investidores privados ao novo fundo.

“O Paraná é o primeiro Estado a ter um instrumento de crédito deste tipo, em um arranjo que também envolve as cooperativas e empresas integradoras paranaenses e uma empresa gestora, que buscarão no mercado outros investidores para alavancar o negócio”, destacou o presidente da Fomento Paraná, Claudio Stabile.

O foco inicial será nas cooperativas e empresas integradoras paranaenses, que possuem uma estrutura financeira e administrativa mais robusta, e a partir da consolidação do Fundo, diversas outras cooperativas e integradoras poderão ser atendidas.

O acesso aos recursos pelos produtores rurais cooperados e integrados será definido em uma segunda etapa e os critérios seguirão o regramento definido pela Fomento Paraná e pela Suno Asset.

“É mais uma vertente de crédito que se abre para o agronegócio paraense com uma taxa de juros e formas de amortização muito atrativas, em que as cooperativas e integradoras também poderão ganhar como investidoras do próprio fundo”, pontuou o presidente da Fomento Paraná.

Além dos investimentos serem feitos exclusivamente no Paraná via cooperativas e integradoras, o regulamento do fundo também prevê que os produtos e serviços a serem financiadas com recursos do fundo sejam prioritariamente adquiridos de empresas instaladas no Estado.

“A ideia principal é que os implementos, máquinas e equipamentos sejam preferencialmente produzidos no Paraná, criando um ciclo virtuoso de geração de emprego, renda e aumento da arrecadação”, argumentou o presidente da Fomento Paraná.

Vocação – Uma das motivações para a criação do FIDC Agro Paraná foi aproveitar o potencial das cooperativas paranaenses, que segundo o governador são um dos principais ativos econômicos do Estado. Atualmente, há 226 cooperativas atuantes no Paraná, das quais 16 figuram entre as 500 maiores empresas do Brasil e 11 entre as maiores cooperativas agroindustriais do mundo.

Em 2024, as cooperativas paranaenses tiveram um faturamento de R$ 205,7 bilhões, segundo dados do Sistema Ocepar. Com o aumento da produção e o retorno dos investimentos agroindustriais feitos nos últimos anos, a expectativa é que esta movimentação chegue a R$ 300 bilhões até 2026 e a R$ 500 bilhões em 2030.