ESPORTE  

DarkWolves inicia 2019 com foco no Paranaense

Em entrevista o time revela as metas para o ano de 2019 e como pretendem aumentar o público no esporte

Para quem tem interesse em conhecer o esporte basta comparecer aos treinos realizados as 15h todo sábado. Foto:  Ju Kurasz

Um sonho que começou em 2010, com uma ideia tida entre amigos, que começaram a procurar por integrantes para a equipe e investimentos para o esporte na cidade, hoje já é realidade.

O time de Futebol Americano Dark Wolves, já tem dois anos desde a fundação oficial e em entrevista ao Jornal Extra Guarapuava, o presidente do time, Erisson Hiago da Luz Brito e o Mestre em Educação Física, Matheus Borsato comentam sobre as expectativas para o ano de 2019 no Futebol Americano.

Erisson tem 25 anos e recentemente assumiu a presidência do time. Quando questionado sobre o que esperar para 2019, ele comenta que o ano promete grandes mudanças e crescimento dentro do time. Apesar de não ser um time de muito tempo, nesses dois anos, desde a fundação oficial, o time passou por várias experiências, obtendo resultados positivos como por exemplo a primeira vitória no final do ano de 2018.

As metas e objetivos para 2019, são continuar com um crescimento espontâneo, com o time dentro do campo e fora. O grande objetivo é entrar no Paranaense desse ano e acabar indo mais longe que ano passado.

Há iniciativas no Brasil, de inserção de jovens, crianças e adultos na prática de esportes, mas sabemos que isso ainda é muito difícil, que não há incentivos suficientes pra fazer uma pessoa crescer no esporte em questão. O futebol americano ainda tem uma certa resistência, dentro do Brasil, em relação a receber incentivos sejam eles financeiros ou de outro gênero. Mas houve um crescimento nos últimos anos, tanto de atletas como também de pessoas que acompanham o esporte. O projeto Touchdown é uma iniciativa que visa inserir as crianças desde pequenos no esporte, e assim evitar o sedentarismo e promover a saúde das crianças através da atividade física.

“Sabemos que com o avanço tecnológico, as crianças se tornam ociosas, acabam optando por não seguir nenhum tipo de esporte.” Comenta, Erisson.

Um outro objetivo do time para esse ano, é conseguir incentivos financeiros, para adquirir equipamentos, assim, o atleta que inicia no esporte não precisa custear os equipamentos fazendo aumentar o seu interesse de entrar para o esporte. “Sabemos que não são equipamentos baratos, por isso queremos que quem entre no esporte possa apenas se preocupar em se dedicar no esporte.” Acrescentou o presidente do time.

Mas o que é possível fazer para tornar o esporte comum? Erisson responde que o futebol americano ainda vai se tornar um esporte como qualquer outro e que isso vem acontecendo por meio das redes sociais e eventos esportivos. Mesmo que a atividade esportiva tenha ganho mais adeptos a intenção é que a cada ano isso possa crescer cada vez mais, afim de se tornar um esporte comum assim como, vôlei, handebol, futebol entre outros.

Mateus Borsato, comentou conosco sobre como deve funcionar o ano de 2019 para o time.

“O primeiro semestre do ano é sempre o mais importante, devido ao campeonato Paranaense. Esse campeonato é o mais disputado e é o que mais tem equipes jogando. A nossa Meta é chegar alí.” Disse.

Com a meta estabelecida o segundo semestre recebe foco especial para os amistosos e assim o aumento do nível para realizar um bom Campeonato Paranaense. Para quem quer iniciar no futebol americano, Mateus dá a sua dica:

 

“A maior dica que podemos dar, para quem quer iniciar no esporte, é o cara ir lá com a gente treinar. Temos atletas que nem sabiam que a bola era oval e hoje são jogadores de extrema importância em nosso time, temos aproximadamente 50 atletas, quem não souber nada sobre o esporte pode ter certeza que podemos ajudar sem problema algum. Nossos treinos são todo sábado as 15h.”

Para concluir, perguntamos sobre alguns vídeos de paródias que bombaram na rede durante os anos anteriores. Com bom humor, a resposta de ambos revelou que a visibilidade que as paródias trouxeram, inclusive no cenário nacional, foi surreal.

“Tivemos contato com pessoas dos quatro cantos do Brasil que jogam futebol americano. Mas o time foi ganhando seriedade e acredito que as dancinhas, a partir de agora, só teremos para comemorar os touchdowns.” Afirma, Mateus Borsato.