Entrevista  

"Não vamos usar um centavo do dinheiro público"

Delegado Francischini vai disputar uma vaga no Senado e conversou com a ADI-PR

(Foto: Divulgação/PSL)

 

Da Redação com ADI-PR

 

Especial para o Extra Guarapuava, a Associação dos Jornais Diários do Interior do Paraná (ADI-PR) entrevista o pré-candidato ao Senado.

ADI-PR: O senhor é delegado licenciado da PF e agora passou oito anos como deputado federal. Teria uma reeleição tranquila. O que o levou a disputar o Senado Federal nesta eleição?

Francischini: Primeiro para atender ao pedido do Bolsonaro para fortalecer o parlamento com políticos de direita. E depois por causa da inércia de dois dos três senadores do Paraná. Os dois foram eleitos pelos paranaenses para discutir os rumos e os grandes temas que afligem o Paraná e o Brasil. Mas o que vemos são dois senadores que utilizam seu mandato para defender de forma ferrenha o ex-presidente Lula que foi condenado e está preso. Parecem mais advogados do que senadores. Sobem na Tribuna do Senado e acusam o juiz Sérgio Moro de imparcialidade dizendo que ele é o bandido. É uma completa inversão de valores. Moro é um exemplo. Bandidos são aqueles que roubam dinheiro público, recursos que faltam na saúde, segurança, para comprar a merenda escolar. Minha missão nesta eleição é aposentar  algumas raposas velhas da política paranaense.

 

ADI-PR: E caso eleito, o que os paranaenses podem esperar do Delegado Francischini no Senado? 

Francischini: Um senador que vai estar do lado do bem em defesa da família e intolerante com a corrupção. Estamos passando por uma turbulência política muito grande, mas necessária, por causa da Lava Jato. Não aguentamos mais escândalos de corrupção. É preciso deixar claro que quem roubar dinheiro do povo vai preso. Como senador vou atuar em quatro grandes temas: 1) segurança e proteção das famílias; 2) reforma política e combate à corrupção; 3) economia, emprego gestão pública e redução de impostos; 4) saúde e cidadania. Atuando de forma firme nestes temas, acredito que teremos sem dúvida um país melhor.

 

ADI-PR: Falando em Saúde, esta é uma das grandes mazelas do país. O governo oferece um atendimento médico precário aos brasileiros. Como o Delegado Francischini pretende mudar este cenário?  

Francischini: Primeiramente inibindo de forma radical a corrupção para sobrar mais dinheiro para melhorar o atendimento aos cidadãos. Penso que na Saúde, a agilidade salva vidas. Tenho conversado bastante com o Bolsonaro sobre um projeto para estabelecer o tempo máximo de espera por exames e cirurgias no Sistema Único de Saúde (SUS). Quem está doente e precisa de atendimento médico é para hoje, urgente, não para daqui a 6 meses. Pretendo ainda fazer com que seja destinada uma parte dos recursos arrecadados com multas e com pedágios para Unidades 24 horas que atendam emergências nos municípios. E ainda acabar com esta história de planos de saúde com restrição. Os planos não podem restringir a cobertura para pessoas com quaisquer tipos de deficiência (como Down ou autismo), doenças graves, portadores de HIV, dependentes químicos ou qualquer outra situação que necessite de cuidados especiais. Pessoas com Espectro de Autismo, Down ou outras deficiências devem ter prioridade de tratamento pelo SUS e devem ser atendidos fora das CAPS (Centros de Apoio Psicosocial).

 

ADI-PR: Sobre a Segurança Pública. Como especialista que o senhor é, o que o Delegado Francischini pode ajudar o país neste tema?

Francischini: Primeira coisa, tornar a corrupção crime hediondo. Como deputado já apresentei este projeto que aguarda votação no Congresso. Com Jair Bolsonaro como presidente não tenho dúvidas que vai virar lei. Um político que roubar dinheiro público terá o mesmo tratamento, a mesma pena que um assassino, um estuprador. Se a corrupção se tornar crime hediondo tenho certeza que teremos menos casos de desvio de dinheiro público no nosso país. Porque eles saberão que se roubar é CANA!! E cana pesada.

 

ADI-PR: O senhor tem repetido em todas as respostas a palavra corrupção. Além de tornar crime hediondo, o que fazer?

Francischini: A fiscalização é uma ferramenta importantíssima. E ninguém melhor que os próprios cidadãos através de Observatório Social de Licitações, Contratos e Gestão Pública. Cada município terá o seu Observatório para fiscalizar o Executivo, o Legislativo e o Judiciário, composto apenas por cidadãos “comuns”. Vou retomar o projeto das 10 Medidas Contra a Corrupção encabeçado pelo MPF. Serei um defensor ferrenho no Senado deste projeto e vou atuar firmemente pela aprovação da PEC 412 que dá autonomia para a PF. São projetos que vão combater a corrupção de todas as formas. É preciso fechar o ralo do dinheiro público e do aparelhamento do Estado já.

 

ADI-PR: Como senador da República, o senhor enfrentará a cobrança pelas grandes reformas tão necessárias para o país. 

Francischini: Tenho falado com o Bolsonaro sobre as reformas em especial a política. Só para dar um exemplo: Eu e o Bolsonaro já declaramos publicamente que não vamos usar NENHUM CENTAVO de dinheiro público nesta campanha. Pela lei teríamos direito a quase R$ 10 milhões para custear a campanha. Mas vamos devolver tudo. Desafio os eleitores a encontrar um só partido que faça o mesmo que nós do PSL estamos fazendo. Eu duvido. Sabe por que não vão encontrar? Porque as raposas velhas da política precisam de dinheiro para financiar as campanhas. Nós do PSL, eu e o Bolsonaro, vamos ser eleitos por causa dos nossos ideais, porque somos honestos e defendemos a família e as pessoas de bem. Sou favorável ao fim do fundo público de campanha. Dinheiro dos cofres públicos não é para políticos, é para a população brasileira. Candidatos e partidos têm de buscar outras formas de financiamento de suas campanhas, sobretudo doação de pessoas físicas. Usar dinheiro da Saúde, Educação e Segurança Pública para financiar partidos políticos é imoral. Vou defender ainda no Senado o fim dos auxílios e mordomias para agentes públicos e a revogação imediata dos benefícios aos ex-presidentes. É preciso também definir um percentual mínimo de mulheres em cargos públicos. É uma garantia de mais igualdade entre homens e mulheres no exercício da democracia.