Varejo paranaense acumula alta de 3,21% até novembro

Segundo dados da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio), o varejo paranaense acumulou alta de 3,21% no período de janeiro a novembro de 2019. Essa prévia indica que o comércio deve fechar o ano que passou com crescimento, demonstrando retomada da economia.

Os setores com maior elevação nas vendas foram lojas de departamentos, com 25,38%, concessionárias de veículos (6,8%), combustíveis (6,69%) e óticas, cine-foto-som (6,05%).

Em relação a outubro, o varejo paranaense cresceu 2,65%, também puxado pelas lojas de departamentos (33,32%) e por vestuário e tecidos (12,76%). Já na comparação com novembro de 2018, houve acréscimo de 5,55% no faturamento das lojas do varejo, especialmente nos setores de combustíveis (17,57%), lojas de departamentos (16,72%) e concessionárias de veículos (13,18%).

Análise regional – No acumulado do ano, a região Sudoeste despontou no quesito vendas, com alta de 10,59% em relação ao mesmo período de 2018. As concessionárias de veículos, que incluem desde automóveis a implementos agrícolas, foram as principais responsáveis por esse resultado na região, com aumento de 22,59% nas vendas, além das lojas de departamentos (12,18%) e materiais de construção (7,38%).

O comércio de Curitiba e Região Metropolitana cresceu 5,04% no acumulado de janeiro a novembro, seguido pela região Oeste (2,76%), Ponta Grossa (2,29%), Londrina (0,57%) e Maringá (0,41%).

Formação de estoques – Outro dado trazido pela pesquisa da Fecomércio é referente à formação de estoques. No acumulado de janeiro a novembro os lojistas aumentaram as compras de mercadorias e insumos em 5,54%. Na comparação com novembro de 2018, houve crescimento de 10,41%, sinalizando que os empresários estavam confiantes para as vendas de Natal e início de 2020.

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Confiança do comércio paranaense segue em queda pelo terceiro mês

Avaliação das condições atuais da economia motiva recuo de 5,1% no indicador em março

A confiança do empresário do comércio paranaense caiu pelo terceiro mês consecutivo. O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC), aferido pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio PR), baixou para 96,6 pontos, uma redução de 5,1% em relação a fevereiro. Na comparação com março de 2024 houve uma diminuição de 7,1%.

A média brasileira do ICEC também registrou queda de 2,6% em março, alcançando 99,2 pontos, o menor nível desde junho de 2021, revelando o pessimismo dos empresários pela primeira vez em quatro anos.

O fator que mais tem impactado a opinião dos empresários paranaenses são as Condições Atuais do Empresário do Comércio (ICAEC), que marcam apenas 70,2 pontos neste mês, com uma retração de 8,0% na variação mensal. As Expectativas do Empresário do Comércio (IEEC) apresentaram baixa de 4,7% em relação a fevereiro, mas ainda estão acima da margem de 100 pontos, com 121,4 pontos, o que configura uma posição satisfatória.

Diante do cenário atual, os empresários podem considerar diminuir os investimentos. O fator Investimentos do Empresário do Comércio (IIEC) ficou em 98,2 pontos, mostrando uma redução de 3,2%.

Análise por porte empresarial

Os micro e pequenos empresários do Paraná são os menos confiantes, registrando uma queda de 5,1% no indicador de março. Com isso, o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) recuou para 96,4 pontos, entrando na zona de insatisfação. O principal fator que contribuiu para essa retração foi a percepção sobre a situação atual (ICAEC), que apresentou contração de 7,9%, refletindo maior preocupação desse segmento empresarial.

Já entre os dirigentes de médias e grandes empresas do comércio, o índice segue no patamar positivo, com 106,6 pontos, apesar de uma queda de 3,6% em relação a fevereiro. Esse recuo é impulsionado, sobretudo, pelo aumento da incerteza quanto às condições atuais da economia e do comércio. O componente Condições Atuais do Empresário do Comércio (ICAEC) foi o mais impactado, registrando uma expressiva retração de 10,2% na variação mensal.

Fonte: Fecomércio-PR