prevenção  

Projeto Lei Maria da Penha nas Escolas é lançado nesta terça

A secretária de Políticas Públicas para Mulheres, Priscila Shran, fala sobre a iniciativa e também sobre violência

“Temos um problema cultural de violência contra a mulher na nossa sociedade”, diz Priscila (Foto: Reprodução)

 

Da Redação com Assessoria

 

Em alusão ao 12º aniversário da Lei Maria da Penha, a Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres, em parceria com o Numape (Núcleo Maria da Penha) e o CRAM (Centro de Referência de Atendimento à Mulher em Situação de Violência), lança o Projeto Lei Maria da Penha nas Escolas. O evento acontece às 14h no auditório da Faculdade Campo Real, nesta terça-feira (07).

“Temos um problema cultural de violência contra a mulher na nossa sociedade. E a prevenção e o combate dela deve ser feito não só com políticas de enfrentamento, mas também de prevenção. O projeto vem exatamente para fazer essa função de mostrar que uma das formas de prevenir é conversar já nas escolas sobre a desnaturalização da violência contra a mulher”, destacou a secretária de Políticas Públicas para Mulheres, Priscila Schran.

O evento também contará com uma mesa redonda com convidados e representantes de cada escola municipal que discutirão sobre os reflexos da violência doméstica no ambiente escolar, a naturalização da violência e a apresentação da Rede de Enfrentamento à Violência contra Mulher. “O projeto terá três etapas. A primeira é a conversa com os professores e profissionais da área. Posteriormente serão convidados os pais e por fim uma conversa com os alunos, envolvendo assim toda a comunidade escolar”, acrescentou.

A secretária esteve na Redação do Extra na manhã dessa segunda-feira (06) e revelou alguns dados sobre a violência contra a mulher em Guarapuava. “Nós atendemos diariamente mulheres que são vítimas de violência doméstica e familiar. Nós recebemos os boletins de ocorrência da Polícia Militar e visitamos essas mulheres, fazemos uma busca ativa das mulheres que ligaram no 190 e pediram ajuda por conta da violência”, conta Priscila. “Nós (Guarapuava) já estivemos no ranking dos 100 municípios onde mais se matam mulheres no Brasil, em 2012, antes de termos essas políticas”. A média era de oito assassinatos por ano. A média de agressões registradas em Guarapuava pela PM é de cerca de 300. “Infelizmente, a morte da Tatiane foi a primeira suspeita de feminicídio em 2018. Nós trabalhamos para que não haja nenhum. Quando a gente vê as imagens do que aconteceu com a Tatiane, até nos perguntamos ‘por que ela não conseguiu fugir por aqui, por que ela não conseguiu fazer isso?’, mas não é ela o problema. O problema é ele. O problema é a certeza da força e da dominação do homem sobre a mulher, do machismo mesmo construído diariamente”.

Durante o tempo em que permaneceram juntos, nunca houve denúncia sobre o relacionamento abusivo de Luís Felipe Manvailer contra Tatiane Spitzner. Por isso, a necessidade de se prevenir possíveis agressões antes de acontecer o pior. Por isso, a necessidade do 180. Denuncie.