Livros criam pernas, e não poeira

Essa é a ideia da Biblioteca Livre, que tira as obras das prateleiras e coloca em circulação na comunidade

Como muitas pessoas não tem paciência suficiente para buscar um livro na biblioteca, preencher o formulário de empréstimo, e ainda se preocupar com a data de devolução, um grupo de alunos, do curso de Publicidade e Propaganda da Campo Real, criou a Biblioteca Livre. O projeto de extensão leva leitura, gratuita e de fácil acesso, em diversos pontos da cidade. O nome já diz tudo, a ‘Biblioteca livre’ é uma iniciativa que tenta tirar os livros das prateleiras e colocá-los em mãos leitoras. Ou como diz a coordenadora do projeto e também do curso de Publicidade e Propaganda, Vanessa Lobato, “queremos que os livros criem pernas, e não poeira”.

E para isso tem toda uma logística organizada por Lobato e seus alunos, que identificam locais para levar a biblioteca, separam os títulos que melhor se identificam com o público do local e depois passam horas explicando o projeto e distribuindo os livros. Quem empresta não tem obrigação alguma de devolver, mas recebe uma recomendação: após o término da leitura, o usuário deve passar o livro para outro interessado. Assim o ciclo é mantido, os livros são cada vez mais lidos e o projeto se difunde com êxito.

E não é que a iniciativa deu super certo? normalmente imaginamos que uma maioria esmagadora da população não quer ver livros nem ‘pintados de ouro’, mas a realidade é bem diferente. É até cruel, pois muitos querem ler mas não tem como, não conhecem espaços de leitura, não são incentivados em casa, sequer na escola.

O fluxo de livros é grande, a cada vez que o projeto é levado para algum lugar são dezenas de livros que ficam livres para ser lidos. O que acontece é que muitos são doados por alunos da própria instituição, ou cidadãos interessados na literatura. Dessa forma, o armário da Biblioteca Livre nunca está vazia, nem cheia. Com um ano e meio de projeto, Vanessa diz que o sucesso é medido pela aceitação da população, que participa em peso dos ‘empréstimos’. “A comunidade elogia, participa e gosta da ideia da facilidade para ler”, conta Vanessa.

Registro de uma das ações da Biblioteca Livre, no Parque do Lago
Registro de uma das ações da Biblioteca Livre, no Parque do Lago

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Itaipu celebra Dia da Mulher com teatro para empregadas

Atriz Adriana Birolli apresentou na terça-feira (18), a peça “Não!”, no Cineteatro dos Barrageiros

Nessa terça-feira (18), durante as comemorações do Dia Internacional da Mulher na Itaipu Binacional, as empregadas, estagiárias e jovens do Programa de Iniciação e Incentivo ao Trabalho (PIIT) foram homenageadas com uma peça teatral só para elas. A atriz Adriana Birolli apresentou a peça “Não!”, no Cineteatro dos Barrageiros, para um público de mais de 400 mulheres.

O diretor-geral brasileiro da Itaipu, Enio Verri, abriu o evento destacando a importância de ir além das homenagens tradicionais e promover um espaço de debate e conscientização. “A ideia é criar momentos como este, para conscientizar tanto homens quanto mulheres de que não podemos construir um país e um mundo mais justo, com tamanha desigualdade entre homens e mulheres. Portanto, queremos que o mês de março seja um despertar – um despertar dos direitos, da consciência e um chamado à construção de um país mais equitativo”, afirmou Verri.

Adriana Birolli interpreta uma mulher que, mesmo após anos de terapia, ainda luta para dizer “não”. O público acompanha suas interações com familiares, colegas de trabalho e namorado, enquanto ela se prepara para um jantar de aniversário ao qual ela não deseja ir. As mensagens que recebe durante esse processo revelam como a incapacidade de negar afeta diversos aspectos de sua vida.

Ao longo da peça, o público é convidado a refletir sobre suas próprias dificuldades em estabelecer limites, um problema que muitos compartilham, mas raramente discutem com leveza e humor.

Após a apresentação, Adriana Birolli compartilhou suas impressões sobre a experiência de se apresentar na Itaipu e a reação do público. Ela destacou a importância terapêutica do “dizer não” na sociedade atual, na qual, muitas vezes, as pessoas se sentem pressionadas a aceitar tudo. “Há pessoas que realmente não conseguem dizer não para nada. E quando isso acontece, o acúmulo e o estresse geram problemas sérios na saúde da pessoa”, afirmou a atriz.

Birolli também expressou sua satisfação em se apresentar para uma plateia predominantemente feminina. “Foi lindo demais. A força feminina é muito forte. Então, quando a gente está em cena, a gente recebe energia de todo mundo que está assistindo. E foi realmente muito gostoso participar”, disse a atriz.

Primeira vez ao teatro

Para as colegas Marisa Francisca Ribeiro e Márcia Ferreira Micoanski, terceirizadas da área de limpeza da usina, o evento teve um gostinho a mais: foi a primeira vez que as duas assistiram a uma peça de teatro na vida. “Primeira vez e me apaixonei”, contou Márcia, que também fez questão de dizer que se identificou com a personagem. “Às vezes, eu não sei dizer ‘não’”.

Para a assistente do diretor-geral Márcia Edivani Javorski, o evento se destacou justamente por se estender a todas as mulheres da empresa. “Teve uma boa adesão das terceirizadas, das meninas das fundações, jovens aprendizes e estagiárias. Achei muito importante a iniciativa”.

A gerente da Divisão do Orçamento da Itaipu, Daniela Helena Zago, ficou surpresa ao ver o convite de uma peça de teatro em comemoração ao Dia das Mulheres. “Fiquei em dúvida se participaria ou não, mas gostei muito de ter vindo”, contou.

Jessica Maciel, coordenadora do Comitê de Gênero, Raça, Diversidade e Inclusão da Itaipu, explicou que o evento foi pensado para oferecer um momento de descontração e para que as mulheres pudessem “cuidar um pouco mais de si mesmas”. “Este é um momento de celebração, de descanso para a cabeça. A gente sabe o quão difícil é para as mulheres lidarem com a culpa feminina de sair durante o horário de trabalho e vir assistir a uma peça de teatro. Somos todas mulheres, a gente sempre se cobra”, afirmou Jessica.

A coordenadora também destacou que o evento não substitui as ações de conteúdo e capacitação que o Comitê de Gênero realiza ao longo do ano. “A gente nunca vai deixar de trabalhar conteúdo, capacitação profissional, questões de reflexão sobre as lutas que já tivemos. Isso a gente sempre vai ter”.

Adriana Birolli é curitibana e começou sua carreira artística aos oito anos de idade, fazendo cursos de teatro infantil na capital paranaense. Birolli ganhou destaque na televisão brasileira com sua atuação na novela Viver a Vida (2009), na qual interpretou a personagem Isabel. Por esse papel, ela recebeu o prêmio de Atriz Revelação no Melhores do Ano do programa Domingão do Faustão. Outro papel de destaque foi na novela Fina Estampa (2011), na qual interpretou a personagem Patrícia.