Morre Yoná Magalhães

A atriz Yoná Magalhães morreu na manhã desta terça-feira (20) no Rio de Janeiro. Segundo a TV Globo, ela estava internada na Casa de Saúde São José, na Zona Sul da cidade, desde o dia 18 de setembro. Ainda não há informações sobre a causa da morte.

Yoná participou de dezenas de novelas na televisão brasileira, em emissoras como Globo, Bandeirantes e Tupi, além de filmes como “Deus e o Diabo na Terra do Sol” (1964), de Glauber Rocha.

Fez parte do elenco das novelas “Paraíso Tropical” (2007), “Senhora do Destino” (2004), “As Filhas da Mãe” (2001), “A Próxima Vítima” (1995), “Meu Bem, Meu Mal” (1990), “Tieta” (1989) e “Roque Santeiro” (1985) e das séries “Tapas & Beijos” (2011), “Carga Pesada” (2005), “Engraçadinha” e “Grande Sertão: Veredas” (1985). Seu último trabalho foi em “Sangue Bom”, em 2013.

Artistas que conviveram e atuaram com Yoná lamentaram a sua morte. “Eu estou muito emocionado, acho que é uma perda tremenda, porque além de ser uma excepcional atriz, ela foi uma pioneira. Lamentavelmente, agora, nós perdemos a grandiosa Yoná Magalhães. Tudo que Yoná tocou, tudo foi excepcional, é terrível, uma pessoa excepcional, uma amiga leal, generosa, muito dedicada, sempre presente, sempre disposta a ajudar”, disse Juca de Oliveira à GloboNews.

Novelas e “Playboy”

Nascida em Lins de Vasconcelos, no subúrbio do Rio de Janeiro, em 7 de agosto de 1935, Yoná Magalhães Gonçalves contava que entrou para a vida artística por acaso, para ajudar a família quando o pai ficou desempregado.

Depois de pequenos papéis na década de 1950, conseguiu um contrato com a Rádio Tupi. Em seguida, participou de novelas e do Grande Teatro da TV Tupi, além de excursionar pelo país com as peças “O Amor é Rosa Bombom” e “Society em Baby-Doll”, em 1962.

Contratada em 1965 pela TV Globo, Yoná fez parte do primeiro elenco da emissora, protagonizando a novela “Eu Compro Esta Mulher” (1966), de Glória Magadan, como par romântico Carlos Alberto. “Trabalhou ainda em outras novelas da mesma autora, como “O Sheik de Agadir” (1966), “A Sombra de Rebecca” (1967), “O Homem Proibido” (1968), “A Gata de Vison” (1968), e “A Ponte dos Suspiros” (1969).

Em 1971, Yoná e Carlos Alberto se transferiram para Tupi, onde atuaram em “Simplesmente Maria”, de Walter Avancini. De volta à Globo no ano seguinte, fez “Rosa com Amor”, “O Semideus” (1973), “Espelho Mágico” (1977) e “Sinal de Alerta” (1978). Depois de um novo período na Tupi nos anos 80, retornou à Globo para viver a americanófila Maria das Graças em “Amor com Amor se Paga” (1984).

Em 1985, fez parte do elenco de uma das novelas de maior sucesso da história da TV Globo, “Roque Santeiro”, de Dias Gomes e Aguinaldo Silva, como Matiles, a dona da boate onde trabalhavam as dançarinas Ninon (Cláudia Raia) e Rosaly (Isis de Oliveira).

O sucesso da personagem rendeu um convite para estampar a capa da “Playboy”, aos 50 anos.

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Itaipu celebra Dia da Mulher com teatro para empregadas

Atriz Adriana Birolli apresentou na terça-feira (18), a peça “Não!”, no Cineteatro dos Barrageiros

Nessa terça-feira (18), durante as comemorações do Dia Internacional da Mulher na Itaipu Binacional, as empregadas, estagiárias e jovens do Programa de Iniciação e Incentivo ao Trabalho (PIIT) foram homenageadas com uma peça teatral só para elas. A atriz Adriana Birolli apresentou a peça “Não!”, no Cineteatro dos Barrageiros, para um público de mais de 400 mulheres.

O diretor-geral brasileiro da Itaipu, Enio Verri, abriu o evento destacando a importância de ir além das homenagens tradicionais e promover um espaço de debate e conscientização. “A ideia é criar momentos como este, para conscientizar tanto homens quanto mulheres de que não podemos construir um país e um mundo mais justo, com tamanha desigualdade entre homens e mulheres. Portanto, queremos que o mês de março seja um despertar – um despertar dos direitos, da consciência e um chamado à construção de um país mais equitativo”, afirmou Verri.

Adriana Birolli interpreta uma mulher que, mesmo após anos de terapia, ainda luta para dizer “não”. O público acompanha suas interações com familiares, colegas de trabalho e namorado, enquanto ela se prepara para um jantar de aniversário ao qual ela não deseja ir. As mensagens que recebe durante esse processo revelam como a incapacidade de negar afeta diversos aspectos de sua vida.

Ao longo da peça, o público é convidado a refletir sobre suas próprias dificuldades em estabelecer limites, um problema que muitos compartilham, mas raramente discutem com leveza e humor.

Após a apresentação, Adriana Birolli compartilhou suas impressões sobre a experiência de se apresentar na Itaipu e a reação do público. Ela destacou a importância terapêutica do “dizer não” na sociedade atual, na qual, muitas vezes, as pessoas se sentem pressionadas a aceitar tudo. “Há pessoas que realmente não conseguem dizer não para nada. E quando isso acontece, o acúmulo e o estresse geram problemas sérios na saúde da pessoa”, afirmou a atriz.

Birolli também expressou sua satisfação em se apresentar para uma plateia predominantemente feminina. “Foi lindo demais. A força feminina é muito forte. Então, quando a gente está em cena, a gente recebe energia de todo mundo que está assistindo. E foi realmente muito gostoso participar”, disse a atriz.

Primeira vez ao teatro

Para as colegas Marisa Francisca Ribeiro e Márcia Ferreira Micoanski, terceirizadas da área de limpeza da usina, o evento teve um gostinho a mais: foi a primeira vez que as duas assistiram a uma peça de teatro na vida. “Primeira vez e me apaixonei”, contou Márcia, que também fez questão de dizer que se identificou com a personagem. “Às vezes, eu não sei dizer ‘não’”.

Para a assistente do diretor-geral Márcia Edivani Javorski, o evento se destacou justamente por se estender a todas as mulheres da empresa. “Teve uma boa adesão das terceirizadas, das meninas das fundações, jovens aprendizes e estagiárias. Achei muito importante a iniciativa”.

A gerente da Divisão do Orçamento da Itaipu, Daniela Helena Zago, ficou surpresa ao ver o convite de uma peça de teatro em comemoração ao Dia das Mulheres. “Fiquei em dúvida se participaria ou não, mas gostei muito de ter vindo”, contou.

Jessica Maciel, coordenadora do Comitê de Gênero, Raça, Diversidade e Inclusão da Itaipu, explicou que o evento foi pensado para oferecer um momento de descontração e para que as mulheres pudessem “cuidar um pouco mais de si mesmas”. “Este é um momento de celebração, de descanso para a cabeça. A gente sabe o quão difícil é para as mulheres lidarem com a culpa feminina de sair durante o horário de trabalho e vir assistir a uma peça de teatro. Somos todas mulheres, a gente sempre se cobra”, afirmou Jessica.

A coordenadora também destacou que o evento não substitui as ações de conteúdo e capacitação que o Comitê de Gênero realiza ao longo do ano. “A gente nunca vai deixar de trabalhar conteúdo, capacitação profissional, questões de reflexão sobre as lutas que já tivemos. Isso a gente sempre vai ter”.

Adriana Birolli é curitibana e começou sua carreira artística aos oito anos de idade, fazendo cursos de teatro infantil na capital paranaense. Birolli ganhou destaque na televisão brasileira com sua atuação na novela Viver a Vida (2009), na qual interpretou a personagem Isabel. Por esse papel, ela recebeu o prêmio de Atriz Revelação no Melhores do Ano do programa Domingão do Faustão. Outro papel de destaque foi na novela Fina Estampa (2011), na qual interpretou a personagem Patrícia.