Defensoria Pública inicia ciclo de conversas de aproximação com a comunidade

A primeira reunião acontece amanhã, dia 1 de julho, a partir das 8h30, na Faculdade Guairacá. Participam assistentes sociais, psicólogos e demais profissionais que atuam nos serviços socioassistenciais em Guarapuava.

A defesa dos direitos coletivos e individuais, a promoção dos direitos humanos e orientações jurídicas gratuitas são algumas das funções desempenhadas pela Defensoria Pública do Paraná, que está instalada em Guarapuava há dois anos. Com o intuito de se aproximar mais da comunidade guarapuavana e apresentar seus serviços, a Defensoria está iniciando um ciclo de conversas com instituições públicas que podem usufruir da sua prestação de serviços.

A primeira reunião do ciclo acontece nesta sexta, dia 1 de julho, a partir das 8h30, na Faculdade Guairacá. Para este primeiro encontro, são chamados os assistentes sociais, psicólogos e demais profissionais que atuam nos serviços socioassistenciais, que atendem crianças e adolescentes no município. Na reunião, os participantes vão conhecer as áreas de atendimento da Defensorias de Guarapuava, além de poderem apresentar suas demandas.

“A Defensoria Pública é a instituição incumbida de garantir a assistência jurídica integral e gratuita àqueles que não podem custeá-la. Para isso, precisa estar em contato direto com a população, para que seus serviços cheguem até ela, de modo que o trabalho com a rede é fundamental para que essa aproximação efetivamente ocorra, convida a Defensora Ana Caroline Teixeira.

Hoje a sede de Guarapuava conta duas defensoras públicas e um CAM (Centro de Atendimento Multidisciplinar), composto por quatro assistentes sociais e uma psicóloga. O CAM atua nos casos em que a demanda é extra judicial, ou seja, nas situações em que os indivíduos ou famílias apresentam outras necessidades, como a violação de direitos e precisam ser encaminhados para a rede socioassistencial do município.

BOX:

Programação

Data: 01 de julho de 2016 – sexta feira

Horário: das 8:30 às 11:30 Local: Faculdade Guairacá – Sala 02 – 1º Andar

Com*: Defensoria Pública do Estado do Paraná

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Em 2025, Paraná já teve 2.553 casos de violência contra a mulher; ano passado foram 20.592 casos

Denunciar e trazer discussões sobre o tema contribui para que medidas efetivas sejam feitas a fim de diminuir o problema, diz especialista

Segundo o Painel de Dados do Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania, o estado do Paraná já registrou em 2025 o total de 2.553 casos de violações (Qualquer fato que atente ou viole os direitos humanos de uma vítima. Ex. Maus tratos, exploração sexual, tráfico de pessoas) contra a mulher.

O levantamento aponta que, desse número, apenas 362 denúncias foram efetivadas (Quantidade de registros que demonstra a quantidade de vezes em que os usuários buscaram a ONDH para registrarem uma denúncia). Na capital Curitiba, foram 574 casos registrados nesses três primeiros meses do ano.

Em todo o ano passado, o estado paranaense contabilizou 20.592 casos de violações contra a mulher e 3.103 denúncias, sendo 5.054 casos só na capital paranaense.

A coordenadora do curso de Direito da Faculdade Anhanguera de Arapongas, Ma. Juliana Aprygio Bertoncelo, ressalta que a divulgação desses dados impulsiona a conscientização sobre o tema e o ato de denunciar contribui para que medidas efetivas sejam feitas a fim de diminuir o problema.

“A relevância social dessa abordagem é muito alta, pois se trata de um tipo de crime que deve ser denunciado e combatido. Trazer essa temática para o debate social conscientiza não apenas na identificação de condutas reprováveis, mas informa sobre onde e quando se deve denunciar. Além disso, é uma forma de as mulheres se sentirem acolhidas e apoiadas umas às outras”, avaliou a docente e advogada.

Por fim, a mestra em Direito dá dicas sobre como as mulheres podem pedir ajuda. Confira também os canais de denúncia:

  • Realizar a chamada ao 190 polícia e conversar como se estivesse realizando pedido de delivery, é uma forma muito útil de pedido de socorro, ao perigo eminente sofrido pela mulher;
  • Além disso, qualquer cidadão pode fazer denúncias através da Central de Atendimento à Mulher, pelo número telefônico 180. As delegacias especializadas não são direcionadas a tratar apenas destes tipos penais, permitindo um socorro de forma mais ampla;
  • As Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs) realizam ações de prevenção, apuração, investigação e enquadramento legal. Nas unidades, é possível solicitar medidas de proteção de urgência nos casos de violência doméstica contra mulheres.