Artigo: Diplomacia na Era Digital – Será que Estamos Mesmo Preparados?

A era digital transformou a forma como nos relacionamos e nos comunicamos — e com a diplomacia não é diferente. Hoje, questões globais podem se espalhar e gerar reações imediatas. A diplomacia, que antes dependia de longas negociações e encontros formais, agora precisa responder rapidamente a crises e mudanças repentinas. Mas a grande pergunta é: os diplomatas estão preparados para lidar com esses novos desafios?

O principal desafio na diplomacia digital é a velocidade. Em um mundo onde as notícias se espalham rapidamente, uma crise pode surgir e se intensificar muito mais rápido do que a capacidade de resposta dos diplomatas. Exemplos claros disso incluem a disseminação de fake news nos mais diversos âmbitos, que, em muitos casos, podem causar impactos significativos se não forem solucionados de maneira eficaz

Outro desafio está relacionado à segurança cibernética. À medida que dependemos cada vez mais de tecnologias digitais, os governos se encontram cada vez mais expostos a ataques que podem comprometer dados sensíveis. Os ciberataques têm se tornado uma ferramenta de desestabilização política e em muitos casos cabe aos diplomatas gerenciar as consequências dessas brechas de segurança, que afetam diretamente as relações internacionais.

No Brasil, por exemplo, o número de incidentes cibernéticos em sistemas do governo registrados no primeiro semestre de 2024 foi de 4,7 mil ocorrências, mais que o dobro do registrado no ano anterior, de acordo com dados do Centro de Prevenção, Tratamento e Resposta a Incidentes Cibernéticos do Governo (CTIR-Gov). Isso demonstra o crescente risco que as nações enfrentam em um mundo digital cada vez mais conectado

Apesar desses desafios, vejo que a digitalização oferece oportunidades indispensáveis. A comunicação instantânea permite uma diplomacia mais ágil. Por exemplo, negociações podem acontecer virtualmente, permitindo tomadas de decisões mais rápidas e ágeis. Além disso, as redes sociais também se tornaram um meio imprescindível para os governos se conectarem com seus cidadãos e o restante da população mundial.

A provocação que deixo aqui é que embora as ferramentas digitais já estejam por aí há algum tempo, será que os diplomatas estão realmente preparados para usá-las? A formação diplomática tradicional tem focado em desenvolver as habilidades para que seus agentes saibam lidar com os desafios e as novas demandas globais? São pontos que devemos nos atentar.

Enfim, a diplomacia na era digital traz não apenas desafios, mas também novas oportunidades. A velocidade com que a informação circula exige que os diplomatas se adaptem constantemente. No entanto, é indispensável que eles estejam realmente preparados para os desafios digitais e acompanhem essa nova realidade em constante mudança.

Lucas Rodrigues é mestre em IA e Machine Learning for Data Science pela Université Paris Cité. Além disso, é fundador e CEO do Clipping, uma startup de educação em modelo 100% bootstrapping e que utiliza inteligência artificial e chatbot para proporcionar uma experiência inovadora de estudo para quem deseja realizar concurso público, principalmente de admissão à carreira diplomática

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Projeto Nossa Energia volta a Guarapuava com troca de lâmpadas, ventiladores e geladeiras

Até quinta-feira, a unidade móvel estará no pátio da Igreja Santa Rita de Cássia, no bairro Morro Alto

O Projeto Nossa Energia, da Energisa, está de volta à Guarapuava. Até quinta-feira (03) a unidade móvel segue no pátio da Igreja Santa Rita de Cássia, no bairro Morro Alto. No local, os visitantes recebem orientações sobre o uso seguro e consciente de energia elétrica, e famílias de baixa renda podem trocar suas lâmpadas fluorescentes e incandescentes por lâmpadas novas de tecnologia LED. A novidade desta edição é que, além das lâmpadas, as famílias ainda podem realizar o cadastro para troca de ventiladores antigos por novos e participar do sorteio de dez geladeiras.

O coordenador de Eficiência Energética, Thiago Peres de Oliveira, explica que o projeto Nossa Energia faz parte do programa de Eficiência Energética regulado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e, por onde passa, tem a missão de promover atividades gratuitas que incentivem o uso racional e seguro da energia elétrica de maneira didática para todas as idades.

Para dar às famílias de baixa renda a oportunidade de utilizarem produtos mais eficientes e econômicos, em Guarapuava a unidade móvel do projeto está recebendo as famílias cadastradas na tarifa social para realizarem a troca de lâmpadas. Basta comparecer à nossa unidade móvel com documento pessoal [CPF ou RG], o NIS [Número de Identificação Social] e uma conta recente de energia
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Além disso, será realizada a troca de ventiladores, limitada a uma troca por unidade consumidora. Os critérios para participar da ação são: ter cadastro de baixa renda ou pertencer ao grupo baixa renda indicado pela Prefeitura; e o equipamento precisa ser antigo e estar em má condição, sem selo Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel).

Durante a estada do caminhão na cidade, serão realizadas visitas às casas indicados para o evento, onde será avaliado se o ventilador segue os critérios para a troca. Os participantes aptos serão informados antes do evento e devem levar os aparelhos para a efetivação da troca durante o último dia do evento.

Sorteio de geladeiras

A Energisa Sul-Sudeste também realizará o sorteio de geladeiras para famílias de baixa renda. Entre os critérios para participar do sorteio está: ter uma geladeira com no mínimo cinco anos de uso; comprovação do funcionamento da geladeira usada (deve conter gelo no congelador e/ou a frost free deve estar gelada); e a geladeira antiga deve apresentar maior consumo de energia do que a nova do projeto. O sorteio está previsto para esta quinta-feira (03).